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Baco Exu do Blues mudou título de música do “HASOS” na última hora

“Eu fico mudando os títulos. Sou completamente indeciso”, Baco Exu do Blues conta ao POPline. Assista à entrevista completa!
Baco Exu do Blues mudou título de música do "HASOS" na última hora
(Foto: Roncca)

Baco Exu do Blues trabalhou no álbum “HASOS” até o último minuto. Dias antes do lançamento, na terça (18/11), ele mudou o título de uma das músicas. “Sertão Sem Flor”, a faixa 17, com participação de IVYSON, antes se chamava “Denguei”, por causa do verso “Eu te denguei no meu colo”.

“Eu fico mudando os títulos. Sou completamente indeciso. Para mim, é complicadíssimo”, o artista conta ao POPline. Ele só se liberta após o lançamento. “Depois que eu desapego, que já deu, eu só vou”, brinca o baiano, que no álbum canta que é “a nova Tropicália em fragrâncias”.

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O álbum novo é repleto de títulos curiosos, como “Caravaggio Com Colar de Ghandy”, “Pequeno Príncipe” “Assassinos de Saudade”. O pintor italiano Caravaggio é uma das referências citadas pelo cantor para o processo criativo do disco.

“Uma informação aleatória chegou até mim: Caravaggio tinha assassinado duas pessoas em duelo de espada. Fiquei muito curioso. Sou um cara que, quando fico curioso, pesquiso aquilo e vou a fundo. Comecei a estudar Caravaggio. Descobri coisas incríveis. Ele, de fato, matou duas pessoas. Colocaram um prêmio pela cabeça dele, e ele teve que fugir da cidade natal dele. Quando ele chega na capital, começa a andar com uma galera boêmia, meio vadia, e começa a pintá-los. A galera da Igreja se apaixona por aqueles quadros, com a nova técnica de luz e sombra, e acha a coisa mais chique do mundo. Eles começam a comprar os quadros, sem saber que na realidade… ele está pintando o rosto de várias pessoas que eles detestam. Eu achei isso um simbolismo incrível”, esmiúça Baco Exu do Blues.

Baco Exu do Blues mudou título de música do "HASOS" na última hora

(Foto: Roncca)

A criação do “HASOS” do Baco Exu do Blues

O processo criativo do álbum durou três anos. Quando ele lançou o EP “Fetiche” (2024), já estava desenvolvendo o “HASOS”. “O processo do ‘HASOS’ foi um pouco desgastante”, confessa Baco, “porque eu fiquei muito imerso. E chegou um momento em que só estava fazendo-o. Eu só queria saber de música pra ele, e as músicas já não estavam saindo do jeito que eu queria. Você fica se esforçando a estudar e deixa de ser prazeroso. Aí parei um pouco, fui fazer o EP e depois retomei. Me deu um gás pra voltar”.

Assista à entrevista completa:

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