Anitta é o principal destaque no site espanhol Shangay nesta quinta (11/5). A entrevista faz parte da agenda de divulgação internacional do álbum visual “Kisses”, no qual a cantora coloca sua bissexualidade em evidência. Esse foi um dos tópicos da matéria. “A bissexualidade é uma realidade para mim há muito tempo, há mais de dez anos. Escolhi a maneira correta de compartilhar isso, porque não queria contar diretamente à imprensa. Poderiam ter utilizado isso como quisessem. Os meios de comunicação estão sempre buscando cliques e polêmicas. Talvez tivessem tratado o tema de uma maneira que não fosse respeitosa”, diz a cantora.

A maneira escolhida? Um clipe como “Sin Miedo”, no qual aparece beijando mulheres. Ou um clipe como “Não Perco Meu Tempo”, no qual beija mais de 20 pessoas, entre homens e mulheres, jovens e maduros, negros, brancos, mestiços… “Eu queria contar com absoluta normalidade, porque é algo que qualquer um pode viver, e esperei o momento perfeito para fazer.Agora estou em um lugar no qual muitas pessoas me escutam, e também queria aproveitar isso para poder marcar uma diferença”, explica a artista, “meus pais sabem desde que eu tinha 13 ou 14 anos, e meu irmão e todo mundo vivem tranquilos, com normalidade. Tive muita sorte com minha família. Não é como se minha mãe adorasse isso, mas sempre me amou como sou e me respeita. Meu irmão não encarou tão bem na adolescência, porque às vezes eu roubava algumas de suas pretendentes (risos)”.
Na entrevista, Anitta diz que nunca teve uma relação duradoura com uma mulher (“ou não me lembro”), mas que espera que as pessoas encarem com naturalidade todo tipo de formação de casal. Sobre a situação da homofobia no Brasil, ela lamenta. “Meus amigos gays no Brasil têm medo do que pode acontecer, mas sabemos que somos muito fortes. As pessoas que votaram em Bolsonaro votaram pensando nas mudanças que poderia fazer na economia, na educação e na luta contra a violência. Também me preocupa muito o meio ambiente – que não se cuide das florestas amazônicas. Temos que cuidar do nosso mundo, seja gay, rico, pobre, religioso ou não…”, conclui.