O renomado crítico musical Jamari França usou o Facebook para comentar a repercussão polêmica do show de Anitta na Praia de Copacabana – algo que a cantora já havia previsto por conta das letras explícitas. Jamari acredita que a popstar sabe muito bem o que está fazendo. “Anitta anda muito presente na imprensa em declarações de que já se sente realizada, conquistou prêmios nos Estados Unidos, é artista de ponta no mercado latino do Tio Sam e vive insinuando que vai mudar ou não fazer mais nada. Ela está aprontando alguma, breve ou não tão breve saberemos”, escreveu.
“Gosto de algumas músicas da fase internacional dela apenas. Ela integra a fábrica de hits do mainstream latino dentro dos parâmetros do reggaeton, letras estéreis que apenas ilustram o modo dançante, exploração do sexo, esse eterno fator provocador muito bem usado por artistas como Madonna, pioneira dos mesmos moldes que Anitta usa. O que desconfio é que a ex jovem suburbana Larissa de Macedo Machado, Anitta, deve estar dando gargalhadas com a travessura feita em Copacabana”, completou.
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No texto, Jamari admite que não assistiu ao show dela em Copacabana (“não achei o show no YouTube. Que censura é esta?”), mas que se tornou impossível ignorar o assunto. Para ele, este é um sinal do bom marketing que Anitta sempre se propôs a fazer.
“Quem duvida da genialidade de Anitta não devia mais faze-lo. Não exatamente em qualidade musical, mas em marketing. De todos os shows do Réveillon, o dela é o mais comentado pelos palavrões e sacolejos da sua bela derrière exposta. Na virada para 2025, ano que encerra o primeiro quarto do século 21, a nobreza de Caetano Veloso e Maria Bethânia e o sai-do-chão de Ivete Sangalo desbombaram em repercussão pelo show da jovem de 19 anos que saiu do subúrbio carioca de Honório Gurgel e hoje, aos 30 anos, é sucesso internacional e acumula uma fortuna de 100 milhões de dólares”, pontuou o crítico.
Anitta deu uma banana para seus detratores, diz o crítico
Para Jamari França, os comentários de que Anitta é apelativa são de quem não consegue ver além da superfície. Anitta sabe o que faz. “Em minha opinião, o que ela fez no palco de Copacabana foi dar uma banana para seus detratores, pura provocação, o difamado funk do subúrbio ocupou o maior lugar de destaque num dos réveillons mais famosos do mundo”, escreveu.
“Vi aqui um protesto que era um absurdo ela fazer isso num horário em que as crianças estavam acordadas. A infância hoje não é mais a que dormia cedo, era tirada da sala nas conversas de adultos e não ouvia (e falava) palavrões”, concluiu.