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Álbuns nacionais que você tem que ouvir antes do fim de 2020

Escolhemos alguns trabalhos que merecem a sua atenção antes que o ano acabe

Um ano totalmente atípico e cercado de desafios não impediu que os artistas brasileiros apresentassem trabalhos de alto nível e recheados de provocações e sonoridades refinadas. Diante das tradicionais listas de fim de ano, publicadas em sites especializados ao redor do mundo, o POPline propõe uma lista diferente.

O nosso time de jornalistas elegeu os álbuns nacionais que você precisa ouvir antes dos fogos de artifício dominarem o céu do de 31 de dezembro e deixarmos 2020 no passado.

Abaixo, listamos alguns trabalhos que merecem um pouco mais de sua atenção. Apesar da pandemia, foram muitos lançamentos ao longo do ano e, talvez, algum trabalho de excelência tenha passado despercebido por você. Confira:

“Como Não Se Lembram” – Daparte

Por Carolina Stramasso

Divulgação

Daparte é uma banda de Belo Horizonte formada por cinco jovens que decidiram apostar em músicas com uma pegada de rock e MPB. Em 2020 eles lançaram o EP “Como Não Se Lembram”, com quatro músicas que falam sobre momentos de introspecção, reflexão e até de esperança que a banda viveu em meio a pandemia. “O Eterno em Caraíva”, por exemplo, dialoga diretamente com a geração mais jovem, que se viu isolada e longe da rotina agitada ao dizer: “O tédio é um sentimento tão moderno, eu sei”. As outras composições, “Prelúdio“, “Farol” e “Lá Fora o Tempo Dança” seguem a mesma linha e merecem muito ser ouvidas!

“Cinco” – Silva

Por Leonardo Rocha 

Silva é o tipo de artistas que faz um simples acorde de violão soar como uma potente sinfonia de calmaria e paz. E assim ele pretende levar a vida e a arte. Compositor inquieto, o capixaba, de 32 anos, faz da MPB seu parque de diversões e brinca com os mais variados ritmos em “Cinco”, seu quinto álbum de estúdio, lançado em novembro. Com 14 músicas inéditas, o disco passeia pela MPB, característica da discografia de Silva, com pitadas de soul music e ska, mesclando notas de bossa nova, jazz e samba. E como toda boa resenha, o cantor vem acompanhado de colaborações com Anitta, Criolo e João Donato. Um set list improvável, que soa clássico, pop e contemporâneo, ao mesmo tempo.

“Crianças Selvagens” – Hot e Oreia

Por Douglas Françoza 

Reprodução: @hoteoreia Instagram

Se você faz parte daquele grupo de fãs de música pop que torce o nariz para o rap, talvez não resista ao álbum “Crianças Selvagens” lançado em setembro deste ano pela dupla mineira Hot & Oreia. Conheci o trabalho deles, em 2019, com o single “Eu Vou”, uma parceria com o consolidado Djonga e, desde então, não me canso de recomenda-los. Além de usarem e abusarem de elementos da cultura pop na estética de seus projetos, a temática das canções enfrenta, sempre com muito bom humor e ironia, temas pertinentes a uma nova geração de ouvintes de rap. Masculinidade tóxica, sexo, sexualidade, política e desigualdade social são alguns assuntos que embalam um álbum dinâmico e recheado de colagens inteligentes. Uma dica: não deixe de conferir também os clipes da dupla.

“Histórias da Minha Área” – Djonga

Por Daiv Santos 

Foto: divulgação

Depois que “AmarElo”, do Emicida, encabeçou a lista dos melhores álbuns de 2019, o rap nacional segue dialogando com o pop. Este foi o ano de Djonga, um dos poucos artistas brazucas a disputar prêmios internacionais. “Histórias da Minha Área” é um trabalho confessional, que exalta suas origens e explora a crueza das quebradas. Consciente de seu momento, o rapper mineiro foi premonitório ao cantar “Você só vai ser o maior do Brasil depois que for o maior da sua rua”. Hoje não há dúvidas que ele é o rapper número 1 do país.

“Indômita”- Aline Wirley

Por Kavad Medeiros 

Foto: Divulgaçao

Foram quase 20 anos desde que Aline Wirley entrou no Rouge até o lançamento de seu primeiro projeto solo. E toda essa espera valeu a pena. Em seu álbum “Indômita”, Aline mostra toda sua maturidade artística, explorando referências, exaltando a ancestralidade negra e experimentando ritmos, batidas que em seus tempos de Rouge talvez não tivessem espaço.

O álbum foi extremamente bem pensado, desde seu conteúdo musical até sua identidade visual. É um daqueles discos de extremo bom gosto e musicalidade de incrível qualidade que você espera de gigantes da música. Mas sim, temos que lembrar: Aline, assim como todas as integrantes do Rouge, são gigantes da música brasileira.

“X” – Ana Gabriela

Por Amanda Faia 

Foto: divulgação

Escrito por Douglas Françoza

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