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8 fofocas dos bastidores do Grammy 2026

Ben Winston, produtor do Grammy, compartilhou detalhes sobre ensaios, performances, desafios técnicos e manifestações políticas.
Confira curiosidades sobre o Grammy 2026 reveladas pelo produtor da premiação
Foto: Instagram @grammys

Com performances icônicas, looks autênticos e transmissão global, a cerimônia de premiação do Grammy é, sem dúvidas, um dos pontos mais altos da cultura pop no ano. Em 2026, claro, não foi diferente. Em entrevistas recentes, o produtor executivo do evento, Ben Winston, compartilhou alguns detalhes dos bastidores da cerimônia mais importante da indústria da música.

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Foto: Instagram @ladygaga

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Lady Gaga não teve tempo de ensaiar com bailarinos

A Mother Monster performou seu hit “Abracadabra” em meio a uma agenda lotada de compromissos — chegou do Japão na manhã anterior à premiação e, por isso, não conseguiu ensaiar a performance com dançarinos, como faria de costume. De acordo com o produtor, Gaga disse não ter ideia de como realizaria a apresentação, mas, apesar das limitações de agenda, a cantora entregou uma performance que não deixou a desejar.

Os produtores precisaram aceitar que Bad Bunny não poderia performar (e brincaram com isso)

Por estar próximo de sua apresentação no intervalo do Super Bowl, questões contratuais não permitem que Bad Bunny se apresente em qualquer outro lugar dentro de certo período de tempo. A solução da produção foi simples: provocariam o artista com uma banda tocando suas músicas em volta dele. “Talvez ele tenha quebrado o contrato, mas quem se importa? Foi bem divertido”, conta o produtor.

O pássaro na performance de Sabrina Carpenter foi adicionado no último momento

O pombo branco, no final da apresentação de “Manchild”, de Sabrina Carpenter, não fez parte dos ensaios que antecedem o Grammy. De acordo com o produtor, o coprodutor o perguntou: “Como você se sentiria sobre um pedido da equipe da Sabrina Carpenter avisando que ela gostaria de adicionar um pássaro vivo à performance dela?”. Lidando com muitas demandas simultaneamente, o produtor apenas aceitou o pedido.

Justin Bieber ensaiou sua apresentação em apenas sete minutos

O canadense poupou o tempo dos produtores ao ensaiar por apenas sete minutos antes da apresentação oficial. Todos os artistas têm 90 minutos para apresentar suas performances à equipe de produção, mas, em apenas uma tentativa, Justin tocou e cantou “YUKON” e encantou a todos. Quando Ben Winston, produtor, disse ter adorado a performance, Bieber respondeu: “Ok, nos vemos no domingo!”

Bruno Mars mudou o arranjo de “APT” poucos dias antes da apresentação

Originalmente, a dupla Bruno Mars e Rosé, indicados pelo hit “APT”, abriria a cerimônia com a versão original da música. Porém, quando Bruno chegou ao ensaio, tocou uma nova versão. “Se é para abrirmos o Grammy, não acho que deveríamos seguir com a versão pop. Acho que deveria ser um pouco mais agressivo, ter um pouco mais de energia”, afirmou o cantor. De fato, o novo arranjo foi bem mais energético do que a versão de estúdio.

Os artistas não foram desencorajados a fazer manifestações políticas

Durante a premiação, não foi difícil identificar manifestações contra o ICE — agência de fiscalização de imigração nos Estados Unidos. Em entrevista, o produtor afirmou a criatividade e liberdade que os artistas têm para sentir e fazer sentir. “Eles são pessoas bonitas e criativas que sentem coisas. O trabalho deles é sentir coisas e fazer com que você sinta algo. Seria estranho se subissem ao palco e dissessem ‘quero agradecer ao engenheiro de som, quero agradecer ao meu publicitário…’”, afirma. “É claro que terão algo a dizer, é por isso que são artistas.”

Lauryn Hill exigiu mais tempo para uma homenagem apropriada

Com grandes homenagens, músicas atemporais e muita emoção, Lauryn Hill comandou a performance de 11 minutos que reconheceu o legado de D’Angelo e Roberta Flack — falecidos em 2025. A princípio, a produção do evento a informou que ela cantaria, por cerca de quatro minutos e meio, um mix de “Killing me Softly” e “Nothing Even Matters”, mas a cantora respondeu que apenas faria se pudesse homenageá-los à sua maneira. 

Lauryn, então, conversou com os músicos, organizou os arranjos e insistiu em uma imagem simbólica do teclado abandonado de D’Angelo. Além disso, o produtor afirmou que a cantora chegou muito cedo em todos seus encontros. 

A apresentação dos artistas revelação está maior: antes cinco, agora foram oito

Contemplando todos os artistas revelação da edição — KATSEYE, Addison Rae, The Marías, Olivia Dean, sombr, Leon Thomas, Alex Warren e Lola Young — a sequência de performances é tecnicamente desafiadora, ainda mais em plano sequência. 

Em entrevista o produtor admitiu que está pensando em não seguir com o modelo de apresentações: “Acho que, tecnicamente, nos safamos, mas não acho que conseguiremos fazer isso de novo. Estamos a um passo de não dar certo, e acho que não vale a pena arriscar”, afirma.

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