Bruno Mars fala sobre descendência latina em nova entrevista
Em 30/01/17 às 23:48 Por: Amanda Faia | Bruno Mars, Yeah! Notícias

Bruno Mars relembrou o passado em sua nova entrevista. Para a revista Latina, o cantor falou sobre a influência musical dos pais e principalmente aproveitou a exposição para desmentir rumores de que renega a descendência porto-riquenha.

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“Adoraria esclarecer isso. Nunca mudei meu sobrenome para esconder o fato que sou de Porto Rico. Por que eu diria algo assim? Quem vocês querem enganar? E por que qualquer pessoa diria algo assim? É tão insultante para mim e para a minha família. É ridículo”, disse. “Meu sobrenome é Hernandez. O nome do meu pai é Pedrito Hernandez, não tem como negar isso. Meu pai me apelidou de Bruno quando eu tinha dois anos de idade”, explicou.

“A real história é essa: eu iria ser lançado como Bruno, um único nome. O Mars é uma brincadeira sobre algo que soa maior que a vida. É isso, simples. Você está fazendo um negócio das músicas que eu escrevo e como você vem me dizer que esta música que estou escrevendo é apenas categorizada para pessoas de Porto Rico ou para brancos ou para asiáticos. Como você me diz isso? Minha música é para qualquer um que queira ouvi-la”, desabafou.

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A mistura de ritmos também foi assunto da entrevista. “Quando você diz ‘música negra’ entendo que esteja falando de rock, jazz, R&B, reggae, funk, doo-wop, hip-hop e Motown. Negros criaram tudo isso. Sendo de Porto Rico, até a salsa tem sua raiz na Terra Mãe [África]. Então, no meu mundo, música negra quer dizer tudo. É o que dá aos Estados Unidos seu gingado. Sou uma criança crescida nos anos 1990. A música pop tinha raiz profunda no R&B de Whitney, Diddy, Dr. Dre, Boyz II Men, Aaliyah, TLC, Babyface, New Edition, Michael e muito mais”, disse revelando novamente suas inspirações para o álbum “24k Magic”.

Sobre a mãe, falecida em 2013, Mars abriu o coração. “Você precisa saber que ela está comigo em qualquer lugar que eu vá. É algo que você não consegue imaginar, a dor e as coisas que você relembra: ‘queria ter feito ou dito isso’. Você tem apenas que ver a vida diferente. Mostra a real importância da vida. Nada importa neste mundo a não ser sua família e amados. Minha mãe é mais do que minha música. Se eu pudesse trocar a música para tê-la de volta, eu trocaria. Sempre a ouço falar ‘continue, continue'”, disse.

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