Após abandonar carreira na gestão financeira e pular fora do funk, Gabily aposta em parceria com Ludmilla em fase pop
Em 16/02/17 às 13:01 Por: Leonardo Torres | Entrevistas, Yeah! +POPLine

gabily

Quando a música chama, é difícil fugir dela. Que o diga Gabily, a cantora que tocou bastante nas rádios com “Deixa Rolar” (feat. Mika). Prestes a lançar um single novo, “Você Gosta Assim” (feat. Ludmilla), ela relembra sua trajetória em entrevista ao POPline. Acredite: antes de migrar para a música pop, ela foi corretora financeira. Cursou faculdade de gestão financeira, trabalhou quatro anos com planilhas, serviços para brancos e empréstimo consignado. Se não entendeu nada, tudo bem. Nos últimos anos, ela vem focada na carreira de cantora.

Filha de missionária evangélica, Gabily, na verdade, já cantava na igreja e lançou um álbum gospel na infância. Mas só levou essa carreira a sério a partir do aniversário de 18 anos, quando subiu no palco, fez uma participação em um show de pagode Tá na Mente, os músicos gostaram e as portas se abriram. Dali, surgiram outras participações, ela entendeu que era aquilo que queria, e saiu da faculdade – e do emprego. Umberto Tavares, o compositor por trás de sucessos de Anitta e Ludmilla, viu um vídeo dela na Internet e a chamou para cantar funk. “Ele queria uma menina que cumprisse a função que a Anitta tinha deixado vaga no funk, quando migrou pro pop. Mas, depois, ele viu que eu não era para o funk, que eu cantava mesmo, tinha voz aguda. Ele falou: ‘sua verdade não é essa’. Eu amo o funk, mas tenho muito mais verdade com uma música para cantar mesmo”, ela explica. O caminho para o pop foi natural, e já tem até parceria com um “gringo” (ela não revela quem é).

Seu álbum de estreia já está pronto, e será lançado em algum momento deste ano pela Universal Music. O disco vai refletir o ecletismo de sua trajetória, com várias vertentes do pop. Como referências, ela aponta Ciara, Alicia Keys e Ariana Grande, além da brasileira Anitta. Mc Maneirinho e a dupla Lucas e Orelha estão entre as participações confirmadas. Mas é Ludmilla o maior nome, na música que estreia na sexta (17/2), já com videoclipe. “Essa música surgiu depois do álbum fechado. Foi muito improvável. Senti a necessidade de uma participação, sugeri a Ludmilla e ninguém acreditou que fosse possível, por já ser uma artista consagrada”. Mesmo assim, Gabily foi atrás, fez o convite e conseguiu um “sim”. Junto com Ludmilla, driblaram impasses entre as gravadoras, de cronogramas de lançamentos e de incompatibilidade de agendas. “A gente teve que remarcar a data da gravação do clipe três vezes e otimizar a pré-produção. Tivemos uma reunião em uma semana para gravar na outra”. O resultado a deixa realizada. Ludmilla participou de todo o processo criativo, deu ideias no roteiro e palpitou bastante. Uma verdadeira parceria.

– Tá todo mundo fazendo participação com todo mundo, e a gente está conseguindo dar uma misturada no mercado. Não tem mais aquele padrão de sertanejo com sertanejo, pop com pop, e aquela disputa de mercado. Eu venho com a Ludmilla, uma artista do mesmo segmento, para mostrar que essa disputa está na cabeça das pessoas. A gente pode ser parceiro, sim, mesmo sendo do mesmo segmento. – afirma a cantora.

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Para o clipe, foi alugada um casarão de três andares em Botafogo, no Rio: “parecia um castelo”. Uma equipe de 70 profissionais e 30 figurantes estiveram envolvidos, sob direção de Thiago Calviño – nome por trás de vídeos de Anitta, Ludmilla, Biel e outros mais. É dele “Show das Poderosas”. “Senti a atmosfera da música e trouxe um visual quente e dançante para explorar a sensualidade das cantoras”, diz o diretor.

A canção já foi apresentada em um show recente de Gabily e, segundo ela, bem recebida. “Antigamente, sem música na rádio, as pessoas nem prestavam atenção no show. Ficavam até de costas. Só viraram quando eu cantava música conhecida. Hoje, com um posicionamento no mercado, as pessoas já param pra prestar atenção e ver. Eu não estou vindo menor, nem igual, nem melhor do que ninguém: estou vindo diferente”, ela avisa. Sobre o fim da carreira na gestão financeira, ela conclui: “não me arrependo nem um pouco”.



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